sábado, 25 de fevereiro de 2012

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

TEMPO DE BUSCAR AO SENHOR

TESTEMUNHO - Pr. Carlos Alberto Alves

TESTEMUNHO - Pr. Carlos Alves

EU FUI UMA CENTÉSIMA OVELHA

Nasci no dia 3 de março, em Ramos, na cidade do Rio de Janeiro, filho de Jorge e Alayde, numa família de sete filhos, sendo o primogênito. Em 1954, viemos morar em Nilópolis, onde cresci e me formei. Estudei nos melhores colégios da cidade.
Uma família de classe media, “católicos”. Aos dezoito anos conheci o espiritismo e me empolguei, comecei a comprar livros, estudar, e a cada dia me interessava mais. Neste tempo aos dezenove anos, conheci uma linda menina, de nome Lúcia (minha esposa) e foi e ainda é amor a primeira olhada, mas Lúcia não gostava da minha religião. Nós casamos no dia 23 de novembro de 1974 e, de tanto convidá-la e insistir para ir comigo às sessões e aos cultos de umbanda, acabei convencendo-a. Com o passar dos tempos ela já incorporava as falanges de povo de rua, caboclos, Erê e começou a dar consultas. Eu nunca incorporei nada e passei a não concordar com muitas coisas e resolvi convencê-la a largar o espiritismo, foi ai que começou a pior fase da minha vida. Fui dono e sócio de algumas firmas, tais como: Gráfica e Editora, Ponto de Cartões e Convites em Geral (no melhor ponto comercial de Nilópolis), Luminária e decorações em Geral, Distribuidora de Miudezas Estelar (cobríamos toda a baixada e região dos lagos), Bar Restaurante e Mercearia, fabricação de sandálias, Confecções de roupas de verão (fornecendo para pequenos e médios distribuidores). Porém, comecei a perder minhas empresas, sociedades e fui a falência. As brigas dentro de casa eram constante, tudo era motivo para brigas e ofensas, nos separamos algumas vezes. Minha vida era um inferno, aonde eu chegava as pessoas saiam, pois a qualquer momento eu ia acabar com a festa. Minha mulher me deu um cartão vermelho, não agüentou mais as brigas e as vergonhas que eu a fiz passar esgotou todo seu amor, acabou o respeito e eu fui embora; o que era ruim ficou muito pior. Perdi o amor pela vida, acabou a esperança, os sonhos. Um homem que sempre teve de tudo, do bom e do melhor, não tinha mais nada. Passei a não mais tomar banho, fedia a suor, cachaça, cigarro. A solução era o suicídio. Acabaria meu sofrimento e não envergonharia nem decepcionaria mais ninguém. Houve dias que anoitecia e eu ficava olhando as pessoas irem para suas casas, e eu não tinha mais lar e nem família. Foram oito anos, os piores anos da minha vida. O demônio me tirou tudo, dinheiro, casa, família e o respeito. Essa é a função do diabo, roubar matar e destruir (João 10:10).
Minhas irmãs começaram a me levar na casa de uma irmã chamada Marta, onde se realizavam cultos domésticos. Durante estes cultos, enquanto eu estava lá dentro era tudo muito bom, experimentava uma paz, uma sensação boa, uma presença que eu não sabia explicar. Eu não queria que aquelas reuniões acabassem nunca, porque quando eu saía dali eu voltava para o inferno que era a minha vida.
Na minha casa, quando ia levar algum dinheiro ou algumas compras eram raríssimas as vezes em que era convidado a entrar, era muito triste, ser rejeitado pelas pessoas que eu mais amava. Tinha festa no inferno todo dia, quanto mais eu sofria maior era a festa, tenho certeza. Em um dia abençoado de culto na casa da dona Marta, tinha lá um pregador chamado Ademar, ele era seminarista, e falou bonito e com uma autoridade que eu nunca tinha escutado. No final da reunião ele perguntou quem queria mudar sua vida, ter paz, se reconciliar com sua família. Parecia que aquele moço sabia tudo da minha vida. Quando eu vi, estava lá na frente com as mãos para o alto. Fiquei com vergonha, pois todas aquelas pessoas que estavam ali me conheceram bem de vida, e agora, estava ali um derrotado, todo sujo, mal cheiroso, chorando e sem conseguir voltar para o lugar onde eu estava.
Queridos, no momento em que escrevia este testemunho, tive que parar por alguns momentos, pois não conseguia controlar minhas lágrimas. “Relembrar o passado é sofrer duas vezes.”
Ainda não foi desta vez que conheci o Senhor de verdade. Voltei outras vezes na casa da dona Marta e a historia sempre repetia: sentia paz quando estava lá dentro e, quando saía, o mesmo inferno.
Um dia acordei decidido a mudar aquela situação (seria o último dia da minha vida, decidi me matar), tomei dois conhaques e fui andar no centro de Nilópolis, porque eu já sabia tudo o que tinha que fazer. Aquele seria o último dia daquela vida desgraçada. Andei sem rumo, sem destino certo, sem um lugar para ficar, estava desorientado, confuso, sozinho e vazio. Já eram quase sete horas da noite, quando me vi na porta da Igreja Evangélica Nova Vida em Nilópolis. Naquela época, ainda situava-se na Avenida Mena Barreto. Era pequena, a Igreja. Entrei, sentei no segundo banco, lá na frente, e dormi. Acordei com um grupo de rapazes e moças cantando umas canções bonitas e depois entrou o Pastor, um negão alto, bonito, bem vestido, pastor Carlos Alberto. Entrou cantando e começou a pregar, pregou toda a minha vida, e eu pensei: “Será que minhas irmãs contaram a ele a minha vida?” No final da pregação, ele falou assim: “Você, que está aí sentado e gostaria que esse culto nunca acabasse, vai sair daqui e vai para o inferno que é a sua casa. Mas não faça isso, não saia daqui sem falar com Deus, e ouvir o que ele quer de você”. Eu estava pensando em acabar com a minha vida naquela noite, pedi uma bíblia emprestada e falei para Deus: “o que estiver escrito aqui na Bíblia eu vou fazer”. Abri a Bíblia, graças a Deus, Livro de Isaias 43:1-5, eu cai de joelhos naquele lugar e cri nesta promessa.
Começou o processo de uma nova vida, comecei a ir para igreja, ainda meio perdidão, comecei a incomodar o inferno, porque até então só ele me incomodava. Muita gente se levantou contra mim, mais eu tinha um Parceiro forte. As lutas vieram, o diabo se levantou muitas vezes, mas eu mandava fogo nele, eu orava o tempo todo...
Voltei a freqüentar minha casa, mas as portas ainda estavam fechadas, creio que eles pensavam: “esse negocio de Igreja é mais uma mentira”. Sabe aquela fase: “Você já mentiu tanto, que a tua verdade é mentira”?
Bom... O primeiro passo estava sendo dado, comecei a plantar as sementes que Jesus tinha me oferecido. Surgiu uma oportunidade e iniciei uma faculdade Teológica. Foi muito difícil, 20 anos sem estudar, separado da família, muitas vezes sem um centavo no bolso, morando na casa dos meus pais, muitas vezes vinha o desanimo, mas Deus colocou-me em uma turma fantástica na faculdade. Fiz amizade com Denise, que era seminarista, e conheci seu esposo Dionísio, este casal me adotou. Eles estavam sempre comigo. Ajudando-me, aconselhando-me, dando-me todo carinho. Era tudo que naquele momento estava precisando. Em meio a tantas lutas, ventos, adversidades, uma longa passagem pelo deserto, se passaram quatro longos anos. E em um grande culto de ações de graças, numa bonita festa de formatura, recebi o diploma de Bacharel em Teologia. Minha família estava presente no culto. Na semana seguinte fui ordenado Pastor Metodista, e a fila estava andando meu irmão! Dona Lúcia me chamou de volta para casa, Deus estava me honrando e restituindo tudo que o diabo tinha roubado. Passaram-se alguns anos, ainda com muitas lutas, mas, Jesus sempre no barco. Minha mulher aceitou a Jesus, hoje é a pastora Lúcia Maria dos Santos Alves (uma benção nas mãos de Deus), meu filho é um jovem de Deus, levita da casa de Deus, toca contra baixo na Banda Gálatas do Apocalipse e compõe lindas canções para o Senhor Jesus. O seminarista Ademar, hoje é reverendo Ademar Gomes Filho, pastor da 3ª Igreja Presbiteriana em Nilópolis, Denise e Dionísio são pastores do Ministério Apascentar de Nova Iguaçu. Carlos cachaça era como me chamavam, porém Deus trocou o meu nome e a minha historia. Hoje sou pastor Carlos Alberto Alves, fundador e Presidente do MEBUSCO - Ministério em Busca da Centésima Ovelha -, ministro da palavra de Deus e à serviço de Deus, onde quer que Ele me envie. Atuo a nove anos na Defesa Civil de Nilópolis como diretor administrativo, sou proprietário do Colégio Nova Geração.
Deus é fiel!
Mudou minha Historia e vai mudar a tua também.
Eu fui uma centésima ovelha!
Deus te abençoe rica e abundantemente!
Pastor Carlos Alberto Alves

PASTORES - MEBUSCO

PASTORES - MEBUSCO

Pastor Carlos Alberto Alves

Uma pessoa marcada pelo sangue do Cordeiro. Agradecido por Jesus ter lembrado de mim. Vivo para engrandecer, exaltar, louvar e bendizer o nome de Deus.
Sou Bacharel em Teologia, diplomado pelo Conselho Regional de Teólogos do Rio de Janeiro e Conselho Federal de Teólogos do Brasil. Tenho a responsabilidade de um Ministério que o Senhor colocou em minhas mãos (Ministério em Busca da Centésima Ovelha - MEBUSCO).
Sou casado com uma linda mulher de Deus, chamada Lúcia, que também é pastora em nosso Ministério. Tenho dois filhos, Marcio Rodrigo e Marcelle.
Sou diretor administrativo da Defesa Civil de Nilópolis e proprietário do Colégio Nova Geração.
E-mail: carlosnilopolis@hotmail.com
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Pastora Lúcia Maria S. Alves
Sou um Milagre de Jesus. À Serviço do Rei, hoje tenho a marca da promessa. Sou vice-presidente do Ministério em Busca da Centésima Ovelha (MEBUSCO), onde o Senhor tem me usado segundo a Sua vontade.
Sou casada com Carlos Alberto Alves, pastor Presidente do MEBUSCO. Tenho dois filhos, Marcio Rodrigo e Marcelle.
Sou professora e diretora do Colégio Nova Geração.
E-mail: pastoraluciaalves@mebusco.com

ESTUDO - Raiz de Rebelião (Parte I).

Raiz de Rebelião (Parte I).

É maravilhoso podermos abrir a Palavra de Deus, pois é na Palavra de Deus que vamos encontrar fundamento para qualquer coisa que permanece. Cura Interior e restauração da alma é um processo. Há muitas pessoas que ficam surpreendidas, que ao ler e estudar sobre cura interior encontrando as circunstâncias do dia a dia e continuando a viver com o mesmo sistema de pensamento, cedo descobre que os problemas voltam. Alguns dizem: eu já fiz quebra de maldições, eu já fiz isto. Talvez, você pense que depois de ter passado 20 anos, 30 anos, dando lugar a determinado tipo de pensamento ou determinado tipo de sentimento, que você não tem que fazer nada a respeito. Você vai ter que agora passar por uma reestrutura e uma reformulação dos seus hábitos e dos seus sistemas de pensamentos.
É interessante notar que em II Cor. 10, quando Paulo estava falando de armas, começando no v.3 "ainda que esteja vivendo na carne", essa carne é o corpo humano, “a nossa luta não é de acordo com aquilo que se vê, porque as nossas armas são poderosas em Deus para destruir fortalezas”.
Essas fortalezas que serão destruídas, elas tem um material. Que tipo de fortaleza? As palavras seguintes respondem: Os sofismas, os raciocínios, os pensamentos, os argumentos, as maquinações, as filosofias, os sofismas que vem para a nossa mente, os sistemas de pensamento os sistemas de raciocínio, os sistemas de reflexão, de conclusões. Satanás constrói essas fortalezas com isso. São fortalezas construídas sobre sistemas de pensamentos, idéias, imaginações, imagens, de argumentos, temos armas poderosas para demolir essas fortalezas. Em outras palavras, destruir esses sistemas e construir outros, trazendo cativa a obediência do Senhor Jesus.
Tem algo a ver com o pensamento, com o que temos dentro da mente. Qual é o fundamento? A palavra escrita. Não existe substituto para a disciplina, para o arrependimento, para um estudo profundo da palavra escrita. Todo processo de libertação exige que nós mudemos de hábitos e as estruturas de nossos pensamentos. A estrutura do nosso pensamento tem que se conformar agora com a palavra.
Deus quer sarar a sua Igreja. Deus está formando um exército. Os grandes problemas que nós temos estão na alma. Nosso espírito foi recriado, mas há relacionamentos na Igreja, em casa, na escola, no trabalho. Olha os conflitos internos, olha os problemas, por muito tempo a Igreja ficou alheia a tudo isso, falando de um céu futuro enquanto cada um ia se arrastando com um mundo de problemas dentro de si. A alma é meio complicada, nós vemos como um incidente na gestação, no nascimento afeta toda uma personalidade para o resto da vida dela, a menos que ao longo do caminho se encontre com o ensino que lhe traga luz pelo Espírito Santo no reino da alma.

1º Caso

Uma irmã contou uma experiência: Ela era tímida, tinha medo de falar, suava, era farmacêutica e se convertera. Trabalhava num departamento da Igreja e quando tinha que dar relatório dos trabalhos do departamento á Igreja, era uma agonia. Mas Deus a levou por uma experiência profunda no reino da alma. Ela não conseguia chorar, um dia o Espírito Santo revelou qual era a experiência na sua infância que a impedia de chorar. Ela passou pela experiência e conseguiu chorar. Mas desta vez o Espírito Santo falou com ela: Eu estou em você, ela disse: Eu sei. O Espírito disse: veja-se em mim agora. Ela disse: Sim Senhor, eu estou em ti, tu estas em mim. Mas o Espírito Santo disse: Veja-se em mim, dentro de mim. Ela tentou imaginar-se nele e quando estava agasalhada nele, ele disse: Veja se no útero materno. Ela disse: Não. E o pavor tomou conta dela. Não, Não quero. E o Senhor disse: Aí está a origem do seu medo. Ela foi rejeitada e guardava aquela imagem que ninguém acreditava no dia do seu nascimento na maternidade, até a posição da cama.
Mas quando o Espírito de Deus revela uma coisa, ele sempre vem com a cura, revela para curar, mostra a causa para trazer cura. Vá para a palavra e deixe que o Espírito de Deus realize dentro de você uma obra profunda de restauração.
A razão pela qual Deus está restaurando a Igreja é que Jesus está às portas, ele vai levantar uma Igreja sem manchas. O que são manchas? Feridas. Rugas falam do passado. Uma Igreja livre de prisões do passado, livre das feridas, livre de memórias doridas, livre de prisões do passado, livre de experiências marcantes do passado, uma Igreja sarada.
Deus quer restaurar toda a nossa personalidade e nos dar uma terra para ser possuída e essa terra tem que ser possuída. Dentro da nossa alma não temos apenas emoções; nós temos a mente, a vontade e as emoções. É preciso conquistar a terra da mente, a terra da vontade e a terra das emoções. A terra da nossa alma muitas vezes está infestada de tantas coisas e quando olhamos começamos a ver frutos: medo, insegurança, mágoa, timidez, ódio, complexo, orgulho e muitas vezes para resolver esses problemas é como se pegássemos uma arvore e cortássemos as extremidades de uma folha, nós temos que descer até a raiz e colocar o machado na raiz, para que a arvore inteira morra.
Então não adianta lidar com aquilo que vem a superfície é preciso descer a raiz do problema, porque o fruto é conseqüência da qualidade da raiz e a raiz não se vê, está escondida. A raiz está escondida em nosso passado, em nossa subconsciente, na profundeza do nosso ser, nós dependemos da palavra de Deus para ver onde está escondida a raiz. E todos esses problemas da alma poderiam ser classificados em 5 raízes de amargura, de rejeição, de rebelião, de orgulho e raízes de ocultismo. Todos esses problemas no reino da alma descem à raiz.
Você tem que formar novos hábitos de pensar em linha com a palavra de Deus. Como é que vou prender os maus pensamentos? Abra a boca quando vier um pensamento que não está em linha com a palavra de Deus diga: “Alto lá eu te sujeito a Jesus Cristo”. É assim com a disciplina do trabalho que nós vamos mudar a estrutura de pensar, começamos a pensar diferente. Estou pronto para colocar o machado na raiz quando ela for descoberta. As obras de Satanás estão sempre ligadas a esta raiz. Nunca lide com o problema apenas pelas circunstâncias daquele momento. As circunstâncias daquele momento é um extravasar de algo que foi edificado ao longo do tempo aquele não é o problema, temos que ir a raiz.
Deus criou o homem conforme a sua imagem, Gen. 1:26 "Façamos o homem a nossa imagem e semelhança...". Deus fez o homem para se relacionar com ele, o propósito de Deus é que o homem se relacione com ele Deus deu ao homem 3 necessidades básicas: Amor, Compreensão e Aceitação. No relacionamento com Deus, Deus supriu o homem dessas necessidades: Deus ama, compreende e aceita. Satanás vem para roubar o amor, para roubar a compreensão e a aceitação. E uma pessoa privada dessas 3 coisas vai crescer com a alma totalmente desestruturada. Mas infelizmente vem a transgressão, e o que é transgressão? É uma rebelião contra Deus. O relacionamento foi quebrado porque o homem se rebelou contra Deus. O que leva alguém a se rebelar? A independência de si mesmo, o desejo de seguir o seu próprio caminho, a própria vontade, a auto-independência e em conseqüência da rebelião de Adão toda a raça humana nasceu com raiz de rebelião destilada dentro da sua própria natureza.
O que acontece com uma criança quando ela não é ensinada, cedo ela vai manifestar as raízes de rebelião. Você diz: faz isso ela diz: Não faço. Você vai ensinar. Mas já nasceu dentro do homem essa raiz de rebelião e quando isso não é vencido torna-se um problema. Você pergunta um crente pode ter raiz de rebelião? Sim, são essas raízes de rebelião que nos leva a desobedecer a Deus e a fazer o que Ele não diz.

2º Caso

Uma criança no carro, a mãe diz: Sente-se. Não quero. Ficava em pé. Sente-se, ficava em pé e finalmente a mãe pegou-a pelo braço você vai ficar sentada! Ficou sentada. Estou sentada por fora, mas por dentro estou de pé. Eis a raiz de rebeldia, eu vou fazer o que eu quero e não o que você quer, posso fazer por fora, mas por dentro faço o que eu quero.

A Rebelião é Como o Pecado de Feitiçaria.

Em I Samuel 15:23: "Porque a rebelião é como pecado de feitiçaria e a obstinação é como a idolatria e culto a ídolos do lar. Visto que rejeitaste a palavra do SENHOR, ele também te rejeitou a ti, para que não sejas rei."
Quando alguém se torna separado de Deus, perdeu sua identidade, e alguém quebrado, desestruturado, não encontra sua plenitude. O homem só se encontra plenamente satisfeito quando ele está em perfeita harmonia com Deus. A plenitude de nossa vida se encontra no relacionamento com Deus. Quer ser plenamente feliz? Vai ser na obediência, no relacionamento e na comunhão com Deus. E a rebelião vem quebrar tudo isso, a salvação de nossa alma começa exatamente nesse ponto em que eu me submeto a Deus, de volta para ele para manter o relacionamento que ele projetou para mim desde o princípio.
A rebelião é uma feitiçaria, é uma idolatria. E o que é rebelião? É a disposição do coração do homem a seguir o seu próprio caminho, esquecendo-se do caminho de Deus para a sua vida. Nós vamos sofrer as conseqüências dessas escolhas erradas. Muitas vezes gozamos do perdão de Deus, mas colhemos as conseqüências.
Suponhamos um casamento errado, a solução não será o divórcio, mas trabalhar nesse casamento. Não é o plano 100% de Deus, mas ele vai dar graça, não tenha ilusão pelo fato de você ter se convertido que amanhã todos os problemas vão desaparecer da sua vida. Deus vai lhe dar graças. Um rapaz com AIDS, vem procurar e disse: Converti-me e me ensinaram que eu tenho que exigir de Deus a minha cura, deixei de tomar os remédios e fiquei pior. Essa é uma falsa esperança, você deve investir na pessoa, nem sempre um aidético que se converte poderá ser sarado. Sua carne pode ser destruída por causa do juízo de Deus sobre o pecado que assola a humanidade, mas o seu espírito será salvo. É preciso entender essas coisas. A rebelião tem suas conseqüências embora venham o perdão e o relacionamento com Deus. Muitas vezes certos espinhos, certas dificuldades ainda permanecerão.

3º CASO

Uma vez numa certa cidade morava uma jovem que estava num hospital com câncer na língua. Chamaram a missionária, e ela foi consultar a Deus, pois várias pessoas foram orar e nada aconteceu, ela não era a solução. É preciso procurar a causa, todos foram orar e nada. Quando orava Deus disse-lhe: Não vá orar por ela, pois vai morrer, a carne será destruída para que o espírito seja salvo. A missionária foi investigar a história. Essa jovem começou a namorar um homem casado e sua esposa era macumbeira. Satanás não constrói nenhum base em nossa vida sem que antes conquiste um direito legal. Esta jovem deu a Satanás um direito legal de agir em sua vida. Apareceu um caroço na língua e ela foi para a Igreja, pediu que orasse, a Igreja orou e o caroço sumiu. Mas ela não deixou de andar com o homem. É claro que houve uma feitiçaria feita contra ela. O caroço voltou, foi para o hospital e em poucos dias o câncer tomou conta de sua boca. E aquele senhor continuou a visitá-la no hospital. Conclusão: E se Deus interviesse com milagre não seria bom para ela, sua vida seria destruída, porque ela queria o caminho do pecado, da rebelião. O melhor mesmo era Deus não responder as suas orações e deixar que a carne fosse destruída por causa do seu pecado e o seu espírito fosse salvo.
Amados, Deus segue princípio justo dentro da legalidade por ele estabelecida dentro do seu reino. Se você tiver que sofrer as consequências de uma rebelião, como por exemplo: suportar um companheiro que não era o ideal ou ver o seu corpo sendo destruído, ou uma morte prematura ainda assim Deus lhe daria graça e assistência para que você atravesse os dias da prova e seja salvo e receba a coroa da vida. Pode ser que no longo caminho o milagre aconteça, ele vai dar paciência e graça enquanto isso não acontece. Paulo tinha que lutar com um espinho na carne que era um mensageiro de satanás, ele queria tanto que não houvesse um demônio lhe esbofeteando.
Entramos em conflito com as trevas, você vai encontrar resistência é uma luta, mas Deus lhe dá graça para vencer, suportar e você sai vitorioso. A moça cancerosa partiu será que foi derrota? Não seria derrota se ela fosse sarada e vivesse com aquele homem no pecado, destruindo a sua vida e a vida de tantas outras pessoas.
O que é a morte para o salvo? É um novo dia. Olhem para o sol, o nascer do sol e o por do sol parecem muitos semelhantes. Olhem para o céu, a cor do céu é igual, mas, o romper da aurora pré-anuncia um novo dia que se tornará cada vez mais claro. A morte do crente é como o romper da aurora é o começo de um novo dia em que ele entrará na luz e em plena posse de tudo que é seu em Cristo Jesus.
Mas a morte daquele que não conhece a Cristo é o fim do dia, e o por do sol é o começo da morte, quando a escuridão se tornará mais densa. Satanás colocou dentro da sua natureza por força do pecado esse espírito de rebeldia, de independência de Deus, que lhe faz viver como se Deus não existisse. Isso tem tristes conseqüências para sua vida, mas ainda tem tempo, volte-se para Deus e haverá uma recompensa. Você encontrará no seu relacionamento com Deus, sua verdadeira origem e seu verdadeiro descanso.

A Fonte da Rebelião.

Onde a rebelião tem sua raiz? A primeira fonte de rebelião é o ORGULHO.
Em Isaías 14:13,14 "Tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono, e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do Norte; subirei acima das mais altas nuvens, e serei semelhante ao altíssimo".
Registra a história de Satanás "Vs. 13" 5 vezes satanás usa a primeira pessoa e as 5 coisas que ele deseja para si:
1º - Subirei acima dos céus = Eu vou subir, eu vou colocar o meu lugar acima dos Céus.
2º - Eu vou exaltar o meu trono.
3º - Eu me exaltarei = as extremidades do norte, segundo os antigos, eram as moradas dos deuses, então está dizendo: eu vou me assentar nas moradas dos deuses.
4º - Subirei as alturas.
5º - Serei semelhante ao altíssimo.
Por 5 vezes Satanás manifesta que ele quer ser o que Deus não intentou fazê-lo. Esta é a fonte de rebelião, contrário ao plano de Deus. Mas glórias a Deus, Deus tem a última palavra e Deus também tem 5 palavras para satanás e a palavra de Deus é a última e a última palavra é a que permanece: Isaías 14:15,16 "Contudo serás precipitado para o reino dos mortos, no mais profundo do abismo. Os que te virem te contemplarão, hão de fitar-te e dizer-te: É este o homem que fazia estremecer a terra, e trema os reinos?"
1º - Lançou no inferno.
2º - Tornando em espetáculo. Em Colossenses declara: que Jesus expôs Satanás ao espetáculo no reino do espírito.
3º - Escarnecido as pessoas vão dizer: é esse que fazia estremecer a terra e tremer os reinos?
4º - Será lançada ao túmulo como esqueleto.
5º - Só e coberto de morte. Deus abaterá o orgulho de satanás. Deus abaterá o orgulho dos homens; a rebeldia é como pecado de feitiçaria e a sua raiz está no orgulho.

Graus de Rebelião.

A rebelião segue um processo, vai de um estágio a outro estágio até chegar ao seu clímax:
1º Estágio – Ferida. Você é ferido e machucado e esta ferida se degenera em ressentimento.
2º Estágio - O Ressentimento. Quando alguém lhe machuca o ressentimento começa a tomar conta, degenera-se em amargura que é um estágio mais elevado. O autor dos Hebreus diz: “Que não haja em vós nenhuma raiz de amargura que brotando, vos perturbe e por ela todo o corpo seja contaminado".
3º Estágio - A Amargura. A ferida é instantânea, alguém lhe fere e a resposta a este ferimento é o ressentimento, quando este ressentimento começa a amadurecer se transforma em amargura que envenena toda a alma e manifesta-se nas suas atitudes.
4º Estágio - A amargura se transforma em ódio. O segredo de tudo é lidar imediatamente com a ferida. Na hora que ferida chega, em vez de aceitá-la transferir para Jesus, por que pelas suas pisadas fomos sarados e não deixar a coisa degenerar. Se deixar se degenerar tem que haver uma "Senhora" libertação ai é preciso quebrar cadeias horríveis que prenderam sua alma. E ódio leva a rebelião. É uma cadeia, e a rebelião coloca você totalmente contrário a Deus. Tem pessoas que não tem coragem de dizer: Deus eu te odeio, mas em toda a sua conversa ela mostra a sua própria amargura de Deus e sua rebeldia contra ele. Como verificamos a nossa rebeldia contra Deus? Num simples quebrar de um dos seus mandamentos, na desobediência de um preceito estamos nos rebelando contra ele, estamos manifestando a raiz de rebelião que está lá dentro de nós.
Ainda quando nós crescemos somos cobertos de uma fachada de educação, de ética e não vamos sair dizendo tudo quanto pensamos ou sentimos, mas as nossas atitudes vão revelar que lá dentro há raízes que precisão ser aplicadas. Não adianta tentar cobrirmos um problema que aconteça hoje ou amanhã.
Em casa o pai deu uma ordem só que o filho faz diferente, e quando o pai cobra começa a reclamar: Ah! Mas isso não tem lógica. Mas isso não tem nada haver com lógica, tem haver com obediência. Tem lógica, Deus falar: De todas as árvores podem comer, não toquem nessa. Tem lógica? Tem haver com obediência. Mas Deus, por que não posso comer dessa? Eu te dei todas, mas nessa, não toques. Obediência. A rebelião se manifesta em não ser capaz de obedecer a Deus. Tu vais morrer. Mas eu vou comer. Então come. A rebelião traz morte espiritual, morte física, envenena a alma.
Pastor Carlos Alberto Alves.

ESTUDO - Raiz de Rebelião (Parte II).

ESTUDO - Raiz de Rebelião (Parte II).

Raiz de Rebelião (Parte II).

A Rebelião Recusa a Autoridade.

1º Recusa a autoridade de Deus. O que é ateísmo? É viver como se Deus não existisse. Há muitas pessoas que não se dizem atéias, mas vivem como se Deus não existisse. Há muitos crentes que vivem nas igrejas como se Deus não existisse, tomam suas decisões, fazem o que querem, vivem como querem isso é ateísmo prático. Não são ateístas teóricos, mas práticos seguem seu próprio caminho não esta reconhecendo a autoridade que Deus tem sobre sua vida A Bíblia diz: Não adulterarás. Se você entra no adultério, você está se insurgindo contra a autoridade de Deus. Não mintas uns aos outros. Se você começa a mentir, estás se insurgindo contra a vontade de Deus. Irai-vos, mas não pequeis, não se ponha o sol sobre a vossa ira. Se você está dormindo em cima da ira, estais se insurgindo contra a autoridade de Deus. Não andeis inquietos. Amai-vos uns aos outros, se você não ama estais se rebelando contra a autoridade que determinou qual é o caminho pela qual deveis seguir.
O Homem através da rebelião torna-se sua própria autoridade. Jesus disse: A minha comida é fazer a vontade do pai que me enviou a fazer a sua obra. "Pai não se faça o que eu quero". Temos vontade própria? Temos, mas seguir o caminho de Deus e abraçar esta vontade do pai como a nossa própria vontade. Talvez você se pergunte: Eu tenho raiz de rebelião? Basta responder: Eu me submeto a palavra de Deus? Claro! Será? Às vezes me submeto numa área em outras não.

2º Recusa a autoridade dos pais. O desrespeito aos pais traz maldição sobre os filhos. Sua rebelião se manifesta em violar a autoridade dos seus pais sobre você. Uma das coisas para os últimos tempos é a rebelião dos filhos contra os pais. Olha que a promessa de vir João em Elias é de converter os corações dos filhos para os pais. Pai e mãe são sagrados. Êxodo 20:12 "Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá.
Tu és muito espiritual no púlpito, tocando na igreja, dirigindo cânticos, pregando, ensinando se rebela contra a autoridade de seus pais estás debaixo de maldições. Deus não vai se impressionar com o seu discurso, para ele o que vai importar é a sua obediência. Ah! Mas eu não concordo com ele. Cale a sua boquinha, saiba se inclinar diante dos clãs, saiba respeitar aqueles que lhe gerou e você estará entrando no caminho da obediência. A disciplina é necessária à maturidade e à segurança. E os pais devem disciplinar os filhos, exigir que sejam obedecidos.
Os pais que não levam as crianças desde pequena a obedecerem a suas ordens, estão contribuindo para que sejam entregues aos demônios. Às vezes, os pais acham que e bonitinho a criança bater os pés no chão e dizer: Não vou fazer! Ou gritando com você ou batendo em você, ali o espírito de rebelião está se manifestando. Cumpri a você disciplinar a criança. A disciplina vai trazer segurança e maturidade.
Efésios 6:1-3 "Filhos, obedecei a vossos pais no Senhor pois isto é justo. Honra a teu pai e a tua mãe ( que é o primeiro mandamento com promessa), para que te vá bem, e sejas de longa vida sobre a terra".
Se o filho obedece aos pais, vai também obedecer a Deus, se o filho se rebela contra os pais, também se rebelará contra Deus. Os jovens ao querer se casar deveriam encontrar 3 concordância para receberem as bênçãos de Deus:
1º Concordância – A de Deus. Que fulano deve ser seu companheiro (a).
2º Concordância – A de seus pais. Pois se não tiver a benção dos pais, terás problemas. Se os pais não concordarem com o casamento terás sérios problemas.
3º Concordância – Precisas encontrar a concordância da liderança da sua Igreja. Se o seu pastor não concorda, se a liderança que vela pela sua alma não concorda, está vendo que as coisas estão fora do trilho. Cuidado!
Muitas vezes esse espírito de rebeldia leva a pessoa a tomar decisões que lhe vem a mente, a não ouvir conselhos, a não ouvir orientações. Se você ouvir a seus pais, estais dentro desse princípio: Filho, obedecei aos vossos pais, no Senhor! Honra aos teus pais. A benção dos pais tem um efeito tremendo sobre seus filhos. O filho que anda sobre as bênçãos de seus pais é bem aventurado. Mas ai daquele que anda debaixo da maldição dos seus pais. Pais mesmo que seus filhos não lhes obedeçam libere a benção, eles vão pagar pelas suas rebeldias.
3º - Recusa a autoridade da sociedade. A rebelião se manifesta em quebrar a autoridade do governo. Existe uma história por ai que brasileiro não respeita leis. Temos que quebrar essa maldição, que sociedade rebelde é esta que não respeita as leis. Se nós observarmos o que acontece com o nosso país: Vem uma diretriz todo mundo quebra, basta ter uma placa proibindo fazer isto atrai todos a não fazer. Quebra das leis a pessoa está revelando raízes de rebelião. Você vai comendo pipocas e acabou, pega o saquinho amassa e joga no chão, logo adiante a placa "Não jogue lixo no chão", são raízes de rebelião, eu vou fazer o que eu quero! Começa na criança a mãe coloca o bolo e diz: Não mexa, a criança mexe.
4º Recusa a autoridade do governo. Romanos 13: 1-3 "Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas. De modo que aquele que se opõe à autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmo condenação. Porque os magistrados não são para temor quando se faz o bem, e , sim, quando se faz o mal. Queres tu não temer a autoridade? Fazer o bem, e terás louvor dela".
Não há autoridade que não venha de Deus. As autoridades são ministros de Deus, se existem autoridades corrompidas, eu não vou justificar o erro com outro erro o problema é delas. Eu devo agir independente do erro das pessoas. Ter um coração livre da rebeldia, livre de toda rebelião e submissão. O antídoto para a rebelião é a submissão.
Agora essas áreas devem ser tratadas, devo tratar as áreas da autoridade para que eu seja livre da rebelião. Tenho que começar a olhar para as questões práticas. Muitas vezes nós pensamos nos princípios da vida cristã divorciados da vida prática. Ah! Eu sou obediente a Deus. Como provo a minha obediência a Deus? Lá em casa, no trato com os pais, na igreja, no trabalho, no trânsito, na repartição é assim que eu vou provar que estou vivendo realmente de acordo com esses princípios divinos, sofro consequências na minha vida, na minha alma. Aí estão as prisões.
Não haverá uma libertação permanente sem que trabalhemos nessa área, sem que haja mudanças de atitudes. Se não houve mudanças de atitudes, não houve obra permanente dentro de você, daqui alguns dias, vai estar pior do que antes. Se o espírito é expulso e você não preencheu o lugar vazio, teremos problemas pior do que antes. Você passa por várias orações, a partir de amanhã você vai preencher o lugar vazio com a palavra de Deus, renovar a sua mente, começar a trabalhar nas suas atitudes na sua disciplina. Se não fizer isto em pouco tempo as coisas estão na mesma. Amanhã quando fores enfrentar as circunstâncias o diabo vai tentar calar o passado, trazer de volta e se você não tiver uma estrutura vai começar a sentir.
Rebelião contra autoridade resulta em que a pessoa será governada pelo seu próprio corpo. O que se rebela contra autoridade se tornará escravo do seu corpo, da sua carne.
Alguns problema de sexo tem raiz na rebeldia não consegue o domínio sobre a sua carne. A pessoa não aprendeu a obedecer a uma autoridade, a um princípio. A pessoa começa a ser dominada pelo seu corpo, pelos seus instintos e pelos impulsos que lhe vem. A pessoa não reconhece nenhuma autoridade. Parte para o casamento, mas ela não foi habituada a obedecer, dentro do casamento existem padrões e princípios a obedecer e um deles é que um será do outro, se ele não aprendeu a obedecer é governado por impulso amanhã ele é tentado na rua e cai. Onde está a raiz daquele problema? Alguém vai orar tentar expulsar um espírito de adultério, mas o problema dele é mais profundo é uma raiz de rebeldia que está lá dentro e que precisa ser vencido. Temos que descer à raiz, temos que tratar os problemas pela raiz, e quando tratamos da raiz os frutos se lhe seguem.
Vamos ver: Se eu venço as raízes de amargura, eu tenho o perdão; qual a solução das raízes de rejeição? O amor Deus; qual a solução para a raiz de rebeldia? A obediência; qual a solução para a raiz do orgulho? A humildade; qual a solução para os problemas da raiz do ocultismo? A Palavra de Deus. Agora veja, se eu ando com o espírito perdoador, abraçando o amor de Deus, vivendo em obediência, em humildade e seguindo a palavra de Deus serei uma pessoa de alma restaurada.
Frutos da Rebelião.

Exige um trabalho pois habituamos a viver com esses problemas por muito tempo, desde a nossa infância. Sê entregue a carne vai trazer julgamento de Deus sobre a rebelião. A carne hostiliza a Deus, então eu não vou obedecer a minha carne, se eu me rebelar contra a autoridade de Deus manifesta na autoridade de meus pais, na autoridade da igreja, da sociedade, eu estarei seguindo o que? Minha própria carne, meu próprio corpo e o que acontece? Se eu ando de acordo com a carne estarei indo de encontro do próprio Deus, não terei a benção do Altíssimo.
Em Gálatas 5:19 "Ora, as obras da carne são conhecidas, e são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdia, dissensões, facções, invejas, bebedices, glutonarias, e cousas semelhantes e estas..."
As obras da carne são os frutos da rebelião, lembre-se que não vamos somente arrancar os frutos, vamos por o machado na raiz:
1º Prostituição, lascívias e impureza. Essas três coisas falam dos frutos na área do sexo: impureza sexual, sexo desnatural, tudo isso contrário à palavra de Deus, a masturbação, a fornicação, as aberrações sexuais, a prostituição são frutos da rebelião. É desobedecer a um padrão estabelecido por Deus, o namoro indecente, o sexo fora do casamento, o sexo antes do casamento, o sexo com parceiros errado e do modo errado. O diabo vem povoar a sua mente de imagens e leva a sua carne a ser atiçado e termina trazendo condenação a si mesmo.
2º Idolatria e feitiçaria. É colocar outra coisa no lugar de Deus. Idolatria é tudo que ocupa o lugar de Deus, é um ídolo. Feitiçaria é a manipulação da vontade de Deus, do propósito de Deus. É tentar controlar as pessoas, coisas para seu próprio benefício.
3º Inimizade, contendas, ciúmes, iras, facções, partido, dissensões, invejas. São frutos de rebelião. O fruto da rebeldia chamada obras da carne vai desde a feitiçaria, a prostituição, até ser linguarudo, mexeriqueiro e, não só isto, glutonaria e bebedice.

A Rebelião Leva à Feitiçaria.

Feitiçaria é colocar o nosso raciocínio acima da palavra de Deus. Sempre que colocamos o nosso raciocínio, vontade, argumentação, lógica acima da palavra de Deus nós estamos praticando feitiçaria. Feitiçaria é assumir o papel de Deus. Deus é soberano, como assumir o papel de Deus? Quando damos a última palavra. A última palavra pertence a Deus. Por isso as minhas decisões devem ser o resultado das minhas consultas a Deus. E seu eu não faço isso estou seguindo a rebelião, a feitiçaria.
Como a feitiçaria se manifesta:
1º - No desejo de controlar e manipular pessoas. Não tente manipular as pessoas mesmo aqueles que têm autoridade cuidado. A nossa autoridade nos é delegada por Deus e a nossa autoridade se impõe pelo nosso caráter, pela nossa posição não vamos impor a nossa autoridade porque assim estaremos entrando na feitiçaria. Não é querer controlar as pessoas, na igreja como é que disciplinamos? Pela palavra ensinando o caminho, ensinando a palavra mas não vamos tentar manipular as pessoas damos a direção. Se você tem o espírito controlador, você está entrando na área da feitiçaria.
2º - A feitiçaria se manifesta pelo desejo de vingar-se pela prática do mal, com oração feiticeira. Você começa a orar: Senhor, que fulano não prospere. Por exemplo, você pai seu filho se casou com alguém que você não quer. Senhor, que esse casamento não dê certo! E cheguem a reconhecer que eu tinha razão. Os dois casados e os pais orando pelo dito casamento, isto é oração feiticeira. Ou você não concorda com o ponto de vista de um outro e fica orando por ele: “que esse ministério não dê certo”. Isto é feitiçaria. O desejo de vingança, esse ladrão roubou meu carro, que tenha um acidente e morra nele. Isto é oração feiticeira.
Muitas vezes, aquilo que as pessoas estão dizendo reflete as experiências que elas têm naquela altura. Odeio com ódio consumado, são meus inimigos de fato. Mas nós vamos aprender amar os perdidos amar os inimigos, perdoar os inimigos. Aquele que anda com o coração obediente livre de rebelião, tem um coração que se elastece com o amor de Deus, e será capaz de estender o seu perdão a todos aqueles que lhes tem ofendido.
3º A feitiçaria se manifesta no desejo de alcançar poder. Isto é feitiçaria você manipula as coisas, as pessoas para alcançar posição, para alcançar poder. A feitiçaria é insubordinação porque de repente a pessoa se torna sua própria autoridade e tem ambição de ter poder dominante. E ai onde está a raiz de tudo. Eu quero ser independente, quero determinar as coisas. Tudo isso é fruto de rebelião. E as manifestações virão em todo o nosso relacionamento.

A Rebelião e a Rejeição Produzem Esquizofrenia.

A rebelião e a rejeição são duas raízes que produzem esquizofrenia na personalidade. O que é esquizofrenia? Talvez você pense naqueles loucos de hospital, não aquele é um estágio muito avançado. A palavra ESQUILIM, significa "partir" e FREM "mente", é uma pessoa de dupla personalidade de mente dividida. Por exemplo: Uma pessoa na Igreja é tão santinha, lá em casa é uma jararaca, está revelando esquizofrenia. Hoje lá em cima, amanhã esta lá em baixo vai de um extremo a outro extremo. Como isso aconteceu? As raízes de rejeição levam a pessoa a se voltar para dentro de si. As raízes de rebelião levam a pessoa a sair de si. E de repente começa haver problemas interiormente e exteriormente e a personalidade dessa pessoa é dividida.
Os problemas interiores: Solidão, timidez, acanhamento, fantasia, auto-compaixão, lascívia, auto-imagem negativa, auto-rejeição, insegurança, auto-ódio, medo de rejeição, ciúme, inveja, depressão, suicídio tudo isso é o mundo interno da alma provocado pelas raízes de rejeição.
Agora a rebelião ou rebeldia, instaladas dentro dele, provocam problemas exteriores: O ódio, violência, agressão, explosão temperamental, amargura, falta de perdão controle, possessão em relação às pessoas, auto-engano e perversão. Ai está uma pessoa realmente com problema sério ela se fecha como de repente grita, ela pode estar totalmente calada, tímida, isolada, como pode partir para uma agressão. São duas raízes profundas, então quando você vê uma pessoa assim, vá lá no fundo. Glórias a Deus que temos recursos. Para que tratemos desses problemas temos que descer as raízes.
Eu não quero ser rebelde, quero ser obediente, dócil, submisso, Quando você diz: eu quero, Deus se coloca na posição de lhe ajudar. Qualquer raiz para ser arrancada é só por o machado, tem que se arrepender, não há substituto para o arrependimento. Tem que se arrepender por ter conservado a rebeldia no seu coração e por ter dado lugar ao diabo. Todos nós temos área de rebeldia, confesse ao Senhor, pois sua última confissão cancela a primeira.
Pastor Carlos Alberto Alves.

ESTUDO - O Drama de Absalão (Parte I).

ESTUDO - O Drama de Absalão (Parte I).

O Drama de Absalão (Parte I).
Mal 4:6 e II Sam 13-18

Introdução

Nos últimos anos, tem-se falado muito, em nosso meio, sobre quebra de maldições, sobretudo, quebra de maldição dos antepassados: pactos, convênios, vínculos que nossos avós, bisavós, pais ou aqueles que nos criaram, ou aqueles que formularam a cultura da nossa família e da nossa casa firmaram, os quais geraram e gestaram a ambiência familiar em função da qual somos criados.
Certamente, esses pactos, muitas vezes, estão impregnados de cargas malignas, de informações malignas, de espíritos malignos e de compreensões malignas das quais precisamos ver-nos livres. São cargas que, as vezes, nos acompanham a mente, que se enraízam até em nosso subconsciente, as quais são responsáveis pelos estímulos e pelas respostas erradas que damos a vida e também por outras coisas que tantas vezes costumam nos acompanhar sem que percebamos.
Acredito que há aspectos seríssimos dessa preocupação relacionados ao desejo de nos vermos livres de todas essas cargas e condicionamentos malignos, de toda cultura e influência demoníacas vindas do passado, que traspassaram nossas famílias. Precisamos discernir essas coisas para nos ver livre delas.
Eu me preocupo, todavia, com o fato de que não tem havido a mesma preocupação, nem a mesma atenção em relação àquelas que não são as maldições de ontem, aquelas que não são as maldições do passado, as quais não têm nada a ver com o vovô, com a vovó, com o tio, com o pai ou com a mãe. Refiro-me, porém, as maldições de hoje.
Aquelas que têm a ver com você; que não tem a ver com a cultura dos seus antepassados, mas com a cultura que você está criando dentro de casa; que tem a ver com a sua total responsabilidade; aquelas que repousam exclusivamente sobre os seus ombros. Você é a pessoa absolutamente responsável por discerni-las por percebê-las e por impedir que elas cresçam, espalhem-se e se enraízem dentro da sua própria vida.
Nesse sentido, eu acredito que Davi e seu filho Absalão constituem o melhor e o mais trágico exemplo de um pai e de um filho que não conseguiram, a seu tempo e na hora apropriada, discernir algo extremamente maligno que começava a crescer entre eles; raízes de morte, de amargura, de ódio, de destruição, as quais haveriam de abalar radicalmente suas vidas e infelicitá-los para sempre.
Em Malaquias 4:6, lemos o seguinte: “Ele converterá o coração dos pais aos filhos, e o coração dos filhos aos pais; para que eu não venha e fira a terra com maldição.”.
Esse texto nos fala que é condição absolutamente imprescindível para que maldições na família sejam canceladas não apenas que você ore repreendendo-as; não apenas que você discirna o que houve no passado. No entanto, diz-nos a Palavra de Deus que é absolutamente importante, quanto ao cancelamento dessas maldições, que o coração do pai se converta ao seu filho; que o coração do filho se converta a seu pai; que o coração do marido se converta a mulher; que o coração da mãe se converta a filha que o coração da filha se converta a mãe.
Se não houver essa quebra de ódios, de amargura, gerando, por consequência, reconciliação, encontro, abraço, choro, perdão, expiação; se a cruz de Cristo não for erguida no meio, no centro dos seus vínculos familiares mais íntimos, mais profundos; se a cruz não for erguida na sua sala, no seu quarto, na sua cozinha ou dentro do armário de seus filhos; se a cruz não for erguida nas gavetas íntimas, fechadas, lacradas, enclausuradas, cheias de amarguras guardadas; se a cruz, enfim, não for erguida dentro de sua casa, esteja certo de que você será ferido com maldição: maldição do ódio, que traz destruição que minam a vida e arruínam a existência de qualquer pessoa.
Eu quero convidar você a olhar comigo a vida de Davi e a vida de Absalão, a partir do capítulo 13 de II Samuel até o capítulo 18 deste mesmo livro.
Boas intenções não são suficientes para evitar a maldição familiar.

1. Davi era Um Homem de Ação.

Inicialmente, deve-se considerar que Davi era um homem de ação como muitos de nós, homens e mulheres do século XX: gente que decide, gente que negocia, gente que não tem tempo a perder, que administra muitas coisas a um só tempo. Davi era assim. Ele tinha um reino para administrar.
A sua vida era ocupadíssima, porquanto era um homem de ação, de lutas, de decisões, de desafios, de muitas emoções e de muito estresse. Quando se lê o livro de Salmos, especialmente aqueles compostos por Davi, descobre-se o quão estressado ele era.
Você que me lê sabe exatamente do que estamos tratando, uma vez que há muitas pessoas que nos cercam que passam pela via estreita de uma existência ocupada, cheia de ação e de emoções. Talvez, você mesmo, neste momento, está se identificando com uma delas ou quem sabe com Davi, este personagem tão longínquo temporalmente, mas tão próximo de nós existencialmente.

2. Davi era Um Pai Bem-Intencionado.

Impressionam-me as boas intenções dele como pai. Pode-se discerni-las através de alguns nomes que ele colocou nos seus filhos, isto porque, na antiguidade, os nomes eram mais dotados de significados do que hoje em dia. Naquele tempo, o nome revelava muito as intenções e as expectativas que os pais tinham em relação aos filhos; os nomes não eram apenas escolhidos por estarem na moda ou por, sonoramente, produzirem um efeito agradável. Davi, esperava muitas coisas boas de seus filhos e ele as traduz por meio dos nomes que lhes dá. Vejamos:
Adonias- “aquele que pertence a Adonai, ao Senhor”.
Note que ele tem um filho e diz por meio do nome que lhe dá: Este é de Deus.
Jededias (Amado do Senhor) ou Salomão - que significa “pacífico”.
Absalão ou Ab-Shalom - “que significa o pai da paz”.

Imagine por exemplo, o que Davi tinha em mente quando, vendo o pequeno bebê, chamou-o de Abshalom. Quanta esperança de que muitas realizações acontecessem na vida daquela criança e por meio dela! Quem sabe Davi imaginou que Absalão poderia vir a ser seu sucessor, o pacificador do país, o agregador de Israel, o homem forte no qual a graça e a unção de Deus repousariam?
Ninguém põe um nome assim num filho imaginando que um dia, este mesmo filho, irá traí-lo, gerando um golpe de estado, a fim de destronar o próprio pai do poder. Ninguém põe um nome assim, num filho, sabendo que este trará a vergonha nacional e a desgraça ao seu pai.

Quem são Seus Filhos?

Davi gerou filhos e sonhou o melhor para eles e os colocou diante de Deus com o melhor de suas expectativas. Agora, em nome de Jesus, preste atenção a isso: conquanto Davi fosse um pai que sonhasse com o bem dos filhos, ele, no entanto:

3. Não era Capaz de Transformar Suas Intenções em Investimento de Vida, na Existência dos Filhos. Sonhou o melhor Sonho, Desejou o melhor Desejo, Porém, Não foi Capaz de Investir Vida na Vida dos Filhos. Por Quê?

3.1. Talvez porque estivesse ocupado demais

Do ponto de vista humano, muitas coisas poderiam justificá-lo: tanta gente, tanta demanda, tantas solicitações, tantos requerimentos que dependiam de sua aprovação e atenção.

3.2. Talvez porque tivesse filhos demais

Com dar atenção a todos? Como separar tempo para todos? Como ouvir queixa de todos? Como brindar com todos? Ninguém consegue ser pai para 50 filhos, nem para 30 e nem para os mais de 20 que Davi teve com suas mulheres e concubinas (II Sam 3:2-5; 5:13-16).

3.3. Talvez porque estivesse ausente demais

Talvez porque seus filhos só o encontrassem em ocasiões ou eventos importantes. Talvez porque não houvesse vida, convívio, intimidade entre eles. Talvez porque tudo que houvesse entre eles fosse aquela reverência, aquele respeito tremendo, mas que nunca ia além disso; que nunca se transformou em segredo, em cochicho, em brincadeira no campo, em banalidade, em presença simples, desguarnecida, aberta, despretenciosa, apenas presença para estar junto, para ser.
Não adianta você ter os sonhos que tem, nem apenas fazer as orações que faz, nem apenas guardar e juntar dinheiro para o bem de seus filhos. Absalão tinha dinheiro, castelo, casas, prestígio. Absalão era bonito e a Bíblia nos diz (II Sm 14:25) que ele era o homem mais bonito daquela geração: fascinante, charmoso, porte bonito, cabelo bonito.
A propósito desta última característica, Absalão tinha um cabelo invejável. Naquela época, era costume untar óleo sobre os cabelos com pó de ouro, para brilharem ao sol e, vaidoso como era, Absalão certamente se utilizava muito desse recurso estético, de modo que, a cada ano, quando cortava o cabelo, segundo o costume da época, este tinha um peso e valor considerável.
Absalão tinha tudo! Mas, só o que ele queria era um pai. Não era um rei que Absalão queria, mas um pai. Não era um homem poderoso de que Absalão precisava, mas de um pai. Não era de um general invencível de que Absalão carecia, mas de um pai. Não era de um homem que resolvia os problemas do mundo de que Absalão necessitava, mas de um pai que fosse capaz de ouvir uma angústia do filho. Talvez você nunca tenha parado para pensar no drama de Absalão, mas preste atenção a esta história, pois ela reflete a realidade das muitas relações familiares e pode ter a ver com você e sua família.

A História de Davi e Absalão

As principais áreas de fraqueza de Davi são claramente percebidas na sua relação com seus filhos. Conquanto fosse um homem de oração e cheio de boas intenções, ele era fraco na condução de sua casa. Davi se caracteriza por ser um pai omisso e será a omissão a porta de entrada da desgraça na vida deste grande homem e de seu filho Absalão. Isto porque a tragédia começa a se configurar, a se desenhar, a se delinear no dia em que Amnom, o primogênito de Davi, apaixona-se por uma de suas irmãs (II Sm 13:1-14), por parte de pai, a qual era irmã de Absalão, filho de Davi com Maaca (IISm 3:3), uma estrangeira procedente de Gesur.
Diz-nos a Bíblia que aquela moça, cujo nome era Tamar, era muito bonita, graciosa, formosa e encantadora (II Sm 13:2, 3). Ele a cobiçou e a desejou tão ardentemente que concebeu um plano; a fim de possuí-la, fingiu-se de doente - a conselho de um amigo (II Sm 13:5) - e pediu a Davi, seu pai, que Tamar lhe fosse servir comida, uma vez que estava num leito de enfermidade (II Sm 13:6). O pai assim o permitiu (II Sm 13:7).
Tamar foi até a casa do irmão, Amnom pula do leito, avança contra ela, estuprando-a, possuindo-a e humilhando-a (II Sm 13:11-14). Depois, Amnom sente náuseas, sente asco. Diz-nos a Bíblia que o repúdio que ele sentiu por Tamar, após possuí-la, foi mais forte que o desejo de um dia tê-la (II Sm 13:15).
A corte ficou sabendo do escândalo. O país ficou sabendo do escândalo. O rei ficou sabendo do escândalo, mas não fez nada. Absalão, irmão de Tamar, esperou que o pai fizesse alguma coisa, uma vez que, conforme Levítico 18:9 e 29, tal ato teria como penalidade necessária, a morte de quem o praticou. Mas Davi nada fez. Então, Absalão a chamou para morar consigo (II Sm 13:20).

A irmã morou com ele por dois anos, durante os quais ele esperou, dia após dia, que o pai chamasse a filha para um beijo, um abraço, um aconchego e que o pai chamasse Amnom para uma confrontação. Porém, nada disso foi feito.
Para além de tudo isso, havia ainda uma agravante: Amnom era o primogênito do rei, por conseguinte, o futuro herdeiro do trono, fato este que se tornava um fator complicador de toda aquela situação. Depois de 2 anos, Absalão não aguentou mais esperar. O diabo encheu-lhe o coração de ódio. Ele começou a planejar a morte do irmão (II Sm 13:23-27). Por ocasião da festa da tosquia, Absalão procura o pai e lhe diz: “Eu queria que tu permitisses que meu irmão Amnom fosse ao campo caçar comigo.”.
Davi, sabendo que havia algo de muito maligno naquilo tudo, respondeu-lhe:
“Mas por que, meu filho? Por que apenas Amnom? Por que tu não levas a todos os teus irmãos juntos para essa caçada?”
Absalão atende ao pedido do pai e leva a todos os irmãos. Chegando lá, Absalão dá ordens a seus servos para que matem a Amnom, quando este estivesse bêbado, a fim de não oferecer resistência alguma. Assim é feito. Note que Amnom estava tão seguro de que nada lhe iria acontecer, que nem ao menos desconfiou do irmão. Para ele – Amnom - se o rei, seu pai, não lhe havia feito nada, com relação ao incidente ocorrido entre ele e sua irmã Tamar, ninguém mais poderia fazê-lo.
O rei Davi se enfurece, fica cheio de ódio. Absalão foge, indo morar na casa de Talmai, seu avô (IISm 13:37; 3:33), pai de sua mãe, em um reino vizinho. Lá fica durante 3 anos (IISm 13:38), durante os quais nada é feito. Davi não chama o filho, não encara o filho, não confronta o filho, não trata do problema.
Absalão manda um recado através de Joabe, um alto assessor do pai, dizendo: Assim não dá!
Davi manda chamar o filho para que volte a Jerusalém. Vai morar a 2 km da casa do pai (II Sm 14:21-24). Passam a ser vizinhos, mas outra vez, 2 anos passam e Davi não manda chamar o filho. Depois desses 2 anos, Absalão não aguenta mais, chama Joabe e lhe diz: “Diga ao rei que me mate, mas que me veja o rosto”.
Davi ao saber disso, ordena: “Chamem o garoto”.
Logo em seguida, vem o rapaz. Todos esperam que Davi o sacuda e lhe diga: “o que foi que houve? Você é meu filho, é minha carne! Como é que você faz isso, filho”?
Entretanto, nada disso acontece. Absalão entra e Davi simplesmente lhe diz que se aproxime e lhe beija o rosto e não diz nada (II Sm 14:33). Um estupro, uma morte, ódio, amargura, crise e Davi pensa que pode resolver isso tudo com um beijinho. A Palavra de Deus nos diz, no início do capítulo 15 de II Samuel, que dessa ocasião em diante, após falar com o rei, Absalão sai do palácio, vai para as ruas e inicia uma subversão (II Sm 15:1-6). Começa a dizer: “Não há justiça na terra! Não há rei reinando! Não há critérios pelos quais esse povo venha a ser julgado! O que está prevalecendo é apenas a emocionalidade do rei. Se eu fosse rei, haveria justiça na terra”.
Absalão prepara uma revolta armada. Ele é declarado rei sobre Hebrom (II Sm 15:10-13). Aproxima-se de Jerusalém para cercá-la e tomá-la. Davi é aconselhado a fugir com seus súditos, indo para o deserto, porém deixando alguns de seus homens de confiança, a fim de se infiltrarem na corte de Absalão que acabam dando-lhe um conselho desastroso, e ele segue esse conselho e os seus exércitos são destruídos nos vales e nas campinas de Hebrom.
Absalão, então, bate em retirada, fugindo por entre os bosques. A ordem de Davi, o rei, era a seguinte: ”Fazei qualquer coisa, mas não tocai no moço Absalão. Poupai o jovem Absalão”.
Joabe, porém, não suportava mais. Ele estava cheio de ódio pelo filho do rei. E quando da fuga de Absalão por entre os bosques, seus cabelos longos ficam presos por arbustos, ele se desprende do seu cavalo, ficando pendurado pela cabeça. Joabe, descobrindo-lhe o paradeiro, aproxima-se de Absalão e o executa. (II Sm 18:9 e 14).

A insurreição é vencida, a vitória é comemorada e Davi está novamente no poder. As notícias da guerra chegam ao rei. E este pergunta: ”Como está o jovem Absalão?” Alguém responde: Ele foi ferido e está morto.
A Bíblia nos diz (II Sm 18:33) que Davi rasga as suas roupas, cai por terra e lamenta, e grune, e geme: ”Abshalom, meu filho Abshalom!...Abshalom!...Abshalom!...Meu filho, Abshalom!..”
O tempo de dizer “meu filho” havia acabado: Absalão estava morto e a tragédia consumada.
Pode-se perceber, nesse episódio, o desespero de Davi. Ele jamais desejaria que as coisas tivessem tomado aquele rumo; seus sonhos desmoronaram, sem mais nenhuma esperança de reconstrução. Às vezes, perdemos muito tempo para entender que precisamos dizer: “Meu filho, minha filha, eu estou aqui, volte para casa. Estou de braços abertos, esperando-o. Quero ser seu amigo; quero ajudá-lo; quero lhe pedir perdão”.
Às vezes, agimos como Davi: só exteriorizamos este sentimentos e palavras quando já é tarde demais. Este Davi descrito até aqui não é alguém a quem eu queria imitar. Ele tem o coração segundo o coração de Deus? Tem, porque é capaz de dar respostas de quebrantamento a Deus nos momentos apropriados. Mas, conquanto tenha um coração segundo o coração de Deus, ele não consegue transformar essa intimidade com Deus, depois de um dado momento na sua vida, num projeto de vida sadia que abençoe toda a sua casa.

O que Podemos Aprender com o Drama de Absalão

1. Davi Transferia Responsabilidades Intransferíveis.

Isto é algo interessante, que acontece com homens e mulheres ocupados diuturnamente, com suas atividades profissionais. Homens e mulheres que estão acostumados a assumir responsabilidades. Homens e mulheres muito ocupados do lado de fora de casa acabam, sutilmente, transferindo responsabilidades intransferíveis para outros, dentro de casa.

1.1. Primeiramente, Davi transferiu a responsabilidade de apaziguar o coração de Absalão para os filhos:
“Pai, deixa eu levar Amnom comigo para a caçada” - Pede Absalão. “Não, filho, não. Leve todos os seus irmãos.” - Responde Davi.
A Palavra de Deus nos diz que todos em Israel já sabiam do desejo de Absalão de matar Amnom (II Sm 13:32). Davi sabia; todos sabiam que havia ódio no coração de Absalão. Entretanto Davi não enfrenta o problema; ele usa os filhos como escudo. “Bom, quem sabe se toda a garotada estiver junta, isso não vai acontece”. Poderia pensar Davi.

1.2. Depois, ele transfere a responsabilidade do tratamento da alma de Absalão para o sogro.
Para lá vai Absalão refugiar-se após ter morto o irmão. Ficar 3 anos lá, na casa do avô. Acerca deste período de tempo, a Bíblia nos diz que Davi perseguiu a Absalão (II Sm 13:39), sem, no entanto, querer realmente encontrá-lo, pois se assim o quisesse, não haveria dificuldades para fazer isso.
Davi talvez pensasse que o sogro fosse mudar o coração do neto, porém o próprio sogro não gostava muito dele - Davi- porque sua filha que casara com o rei, nunca tivera um espaço na realeza que ele gostaria que ela ocupasse. Absalão caiu nas mãos do avô errado, que encheu-lhe o coração de mais ódio, de mais amargura, de mais antipatia e de mais revolta.
Observe: Absalão era o terceiro filho de Davi; Amnom- o primogênito- estava morto e Quileade (II Sm 3:3), o segundo filho, era uma figura inexpressiva e que provavelmente já havia morrido, o que se depreende pela ausência de referências mais explícitas a ele na história familiar de Davi. Sendo assim, com a morte deste, Absalão seria o rei e, para Talmai, seu avô, isto se constituía num bom negócio.

1.3. Por fim, Davi transfere a responsabilidade para um assessor.
É Joabe quem tem que tramar a volta do filho para casa, porque o pai não fazia nada. Curioso e irônico, neste episódio, é que foi Joabe quem ajudou Absalão a voltar do exílio e a se aproximar do pai, como também foi Joabe quem o matou. Minha pergunta a você, em nome de Jesus, é: para quem é que você está transferindo a responsabilidade de administrar a alma de seus filhos? Para o avô?
Para o assessor? Para os filhos mais velhos? Para a Xuxa? Para a Angélica? Para a Escola Dominical? Para o pastor? Para quem?
Essa responsabilidade é intransferível. O filho é seu. A filha é sua. A alma deles vai ser cobrada de você. Escola, igreja, orientadores, atividades intelectuais e recreativas são recursos para a educação e a administração do tempo e do desenvolvimento da criança; mas, a responsabilidade é sua. De que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a alma de seu filho? De que adianta ter um complexo industrial, realização profissional, “status”, mas ter uma filha desgraçadas ou um garoto arruinado em casa? Precisamos aprender a confrontar nossos filhos com a verdade.

2. Davi era capaz de vencer gigantes, mas não sabia confrontar os filhos, olhos nos olhos.

E dizer: ”Filho, o que é isso que estou vendo?! Você está sentindo uma atração sexual por sua irmã? É isso que eu estou percebendo, filho? Ou o que é isso, filho?! Você está com ódio no coração, querendo matar este seu irmão?! Você está sufocando, empanturrado de desejos malignos! O que é isto, filho”?
Porém, Davi não conseguia oportunizar tais diálogos, tais confrontações. Eu conheço muitos pais assim. Talvez você que me lê seja um pai assim. Sua esposa sabe que estou falando a verdade. E você mãe, que igulamente lê estas linhas, muitas vezes age de modo semelhante a este. E seus filhos sabem que o que vem sendo descrito até aqui é a Palavra de Deus para sua vida pai, para sua vida mãe, em nome de Jesus.
Creio que não haja pais ou mães cegos, no entanto, há pais e mães que não querem ver, que tem medo de encarar o filho e o problema, que tem medo de confrontar os filhos com a verdade, que tem medo de não saber como conduzir o problema, de como ajudar a solucionar. Eu não tenho receitas para soluções de problemas familiares, mas, em qualquer caso, a omissão não vai resolvê-los, o tempo não vai solucioná-los.
Ainda que você não saiba como agir, abra os braços e chore com seu filho, dobre os joelhos e ore por eles, diga que você se preocupa com ele e que jamais vai se omitir, que jamais vai se afastar dele e que jamais vai se conformar com a situação. Davi vencia gigantes, mas não sabia confrontar os filhos, olhos nos olhos:

2.1. Por quê? Talvez estivesse cansado demais.

Mas talvez, uma outra coisa: quem sabe, culpa? Aquele caso de Davi com Bate-Seba e a morte de seu marido Urias arruinaram-lhe a existência mais do que se pode imaginar. Ele pede perdão ao Senhor, e o Senhor o perdoa. Mas, talvez, Davi nunca tenha se perdoado. Não consigo entender como um homem como ele não consegue olhar nos olhos dos filhos! A não ser que no fundo do seu ser, de sua alma haja muita culpa. Possivelmente, o diabo, em seus ouvidos, dizia que ele, Davi, não tinha autoridade para repreender a Amnom. Não tinha autoridade para confrontar Absalão. Não tinha autoridade para falar nada, depois de tudo que fez. Certamente, Davi ouvia o Diabo dizer-lhe ao ouvido: “Como você vai falar contra o adultério e a cobiça com Amnom, se você fez as mesmas coisas? Como você vai falar de homicídio com Absalão, se você matou Urias, marido de Bate-Seba?”
Preste atenção a isso: há pessoas que, como você, já se converteram a l ano, há 5 anos, há 10 anos ou há 15 anos atrás. Quem sabe, há 20 anos ou há 50 anos atrás? Algumas como você, trazem consigo cargas pesadas de culpa passada. Algumas delas, como você talvez, já adulteraram, um dia tiveram amantes, um dia tiveram casos, um dia fizeram o que não deveriam ter feito, um dia deram exemplos terríveis para os de dentro de casa. Mas elas se converteram, tal com você. Você encontrou a Jesus. Você foi perdoado. Você foi lavado no sangue do Cordeiro de modo semelhante àquelas pessoas. Mas talvez o diabo continue lhe dizendo que você não tem autoridade para olhar nos olhos do seu filho, nos olhos da sua filha, nos olhos da sua mulher, nos olhos dos da sua casa, por causa de algum pecado cometido no passado. No entanto, quero lhe dizer, hoje, em nome de Jesus, não aceite essa mentira! Repito: não aceite essa mentira! Seja você, em nome de Jesus, capaz de dizer: “Olha, filho, eu pequei, eu adulterei, eu fiz, eu fui. Mas agora sou lavado no sangue do Cordeiro. E estou aqui, como um novo pai, como uma nova mãe, para lhe dizer que não é por ai o caminho! E eu não vou deixar você andar por esse caminho de morte, porque eu não quero lá na frente ficar dizendo como Davi: Abshalom, Abshalom, meu filho, Abshalom!”
Pastor Carlos Alberto Alves.

ESTUDO - O Drama de Absalão (Parte II).

ESTUDO - O Drama de Absalão (Parte II).

O Drama de Absalão (Parte II).
Mal 4:6 e II Sam 13-18

Consequências da Maldição Familiar

Davi fugia de olhar nos olhos dos filhos. Não confrontou Amnom no caso do incesto de Tamar. Foi Absalão que teve de acolher a irmã. Não confrontou Absalão antes deste matar Amnom, quando todos já sabiam que el ia atentar contra a vida do irmão. Não confrontou Absalão, depois que matou a Amnom. Absalão fugiu, ficou 3 anos desterrado; voltou para perto do pai; Davi não foi vê-lo, nem o chamou. Não confrontou Absalão, quando este voltou do exílio e foi morar a 2 Km da casa do pai.
Todavia, Davi não é o único responsável por todo esse drama. Absalão não soube administrar suas crises e abriu uma brecha para Satanás desenvolver, em seu coração, uma bomba de ódio que iria explodir dentro dele, destruindo-o juntamente com a sua família.
O que foi que tudo isso gerou no coração de Absalão:

1. A Maldição do ódio

Sabe o que Satanás gestou, engendrou, engravidou na alma de Absalão? Uma bomba. Uma bomba “O”, mais forte do que a Bomba H, mais forte do que a bomba atômica: a bomba do ódio, da amargura sufocada, não resolvida, a qual era, todo dia, incrementada pelo diabo.

Primeiramente, surgiu no coração de Absalão ódio do pai, devido à situação de Tamar

-“Como é que papai não faz nada?! Nem chamou a moça para consolá-la, para resgatá-la, para redimi-lá publicamente!! Ele também não fez nada com Amnom!”
O ódio foi tão grande, que depois dos 2 anos de silêncio, Absalão matou o irmão. E, quando foi para o exílio, diz a Bíblia (II Sm 14:27) que nasceu a Absalão uma filha, a qual ele chamou Tamar. Sabe o que Absalão quis dizer ao pai com isso?
“Davi tem uma filha e lhe põe o nome de Tamar, que significa “palmeirinha”, plantinha frágil que precisa ser tratada com cuidado. Mas ele não cuida dela. A minha nasceu. O seu nome é Tamar. E eu quero ver se alguém vai tocar nela.” Isso é uma declaração de ódio e de amargura que inundam o coração desse filho! ter ódio de Joabe. Para ele., o pai dava muito atenção a Joabe do que ao filho. Para ele, Davi tinha mais tempo para Joabe do que para o filho, Absalão odeia todos aqueles que, de algum modo, possuem a alma do pai.
Prova eloquente disso é que quando Absalão torna-se rei, para comandar os exércitos de Israel, no lugar de Joabe, ele chama a Amassa. Sabe quem era Amassa? O pai desse homem tinha um caso com uma parenta íntima de Joabe (II Sm 17:25). Com isso Absalão está lavando roupa suja, desnudando a podridão da corte, pondo tudo isso para fora, ventando todo o seu ódio para todos os lados, em todas as direções.
Quantos irmãos se odeiam porque acham que o pai gosta mais de um do que do outro?. Quantos filhos trabalham, para derrubar empresas do pai, por ciúme? Quantos ministérios tem sido motivo de revolta por parte do filho, por achar que o pai dá mais importância à igreja do que a ele. Há casos de pessoas que tem ciúmes até de objetos. Um garoto arruinou o carro do pai riscando-o com gilete, por ciúmes. Isto é muito sério.
A maldição do ódio só se quebra quando pais e filhos vivem um relacionamento franco, transparente, no qual a verdade e a sinceridade se somam a uma prática de amor genuíno constante e compromissado com as necessidades dos membros da família.

2. A maldição do Amor fácil

2.1. Absalão sente ódio do pai em relação a seu próprio caso em particular

Absalão não consegue entender como é que o pai o deixa sair, não o chama. O pai o exila, o pai o traz de volta, mas não o vê. O pai não trata do assunto, o pai não o sacoleja, o pai não o enfrenta, o pai não sacode, em nome de Deus. Absalão chega a dizer: “Digam ao papai para me matar, mas para, pelo menos , me olhar na cara!” O pai tenta resolver a situação dando um beijinho e dizendo-lhe: “Vai embora.” Absalão fica irado e sai com um ódio enorme no coração.
Filhos não querem amor fácil, não querem que você faça de conta que o pecado não é pecado, não querem que você alise a cabeça deles como se nada tivesse acontecido. Filhos gostam de integridade, gostam de sinceridade, gostam de olhos nos olhos, gostam de perdão, gostam de ver um pai que chora ou uma mãe que não vende barato os princípios de Deus na vida.
A maldição do amor fácil, descompromissado se quebra mediante ação, compromisso, seriedade e afirmação dos princípios de Deus na vida.

3. A maldição dos pecados passados não perdoados

O ódio cresce ainda mais. Surge no coração de Absalão ódio dos pecados do pai. Sabe o que Absalão faz, quando dá o golpe de Estado, quando toma o poder? Um dos homens que ele chama para ser seu conselheiro pessoal é um certo Aitofel. Sabe que é esse homem? É o avô de Bate-Seba (II Sm 11:3; 23:34). E sabe quem é Bate-Seba? É o caso de Davi. Com isso Absalão imaginava: “Vou dar uma ferroada no papai, agora”.
Esse homem Aitofel jamais conseguira perdoar a Davi. O seu ódio por Davi ter entrado na vida da neta dele era tão grande, que ele dá o seguinte conselho a Absalão: “Olha o que seu pai fez as escondidas com minha neta, eu o aconselho a fazer com as mulheres concubinas dele, possuí-las, no telhado da casa real, para que todo o Israel veja.”
Segundo as leis da época, apenas o sucessor do rei, em caso de morte deste ou de sua deposição, poderia tomar as mulheres do seu antecessor. Pelo que fez, Absalão merecia a morte, de acordo com a lei mosaica (Lev. 20:11). Aitofel, com esse conselho, pretendia anular qualquer possibilidade de reconciliação entre Davi e Absalão. Observe o ódio que o diabo gerou no coração de Aitofel, que por sua vez, realimenta o ódio de Absalão por Davi, seu pai.
Às vezes numa briga de família, você se vê surpreso, ao ver coisas antigas virem à tona com uma força tremenda, pecados passados, erros jogados na cara, na hora da tensão. O diabo usa isto para tirar a autoridade e evitar o confronto com o pecado. Esta maldição se quebra no sangue de Jesus, que nos dá posse definitiva do perdão de Deus.
A maldição dos pecados passados não perdoados se quebra com o exercício do perdão diário no interior da família, em suas relações desde as mais corriqueiras e superficiais até as mais íntimas e profundas

4. A maldição do ciúme.

Por último, Absalão sente ódio dos amigos do pai. Ele passa a ter ódio de Joabe. Para ele, o pai dava muito mais atenção a Joabe do que ao filho. Para ele, Davi tinha mais tempo para Joabe do que para o filho. Absalão odeia todos aqueles que, de algum modo, possuem a alma do pai.
Prova eloquente disso é que quando Absalão torna-se rei, para comandar os exércitos de Israel, no lugar de Joabe, ele chama a Amasa. Sabe quem era Amasa? O pai desse homem tinha um caso com uma parenta íntima de Joabe (II Sam 17:25). Com isso Absalão está lavando a roupa suja, desnudando a podridão da corte, pondo tudo isso para fora, ventando todo o seu ódio para todos os lados, em todas as direções.
Quantos irmãos se odeiam porque acham que o pai gosta mais de um do que de outro? Quantos filhos trabalham para derrubar empresas do pai, por ciúme? Quantos ministérios tem sido motivo de revolta por parte dos filhos, por achar que o pai dá mais importância à igreja do que a eles. Há casos de pessoas que têm ciúmes até de objetos. Um garoto arruinou o carro do pai, riscando-o com uma gilete, por ciúmes. Isto é muito sério. O amor gera estabilidade, confiança e equilíbrio emocional e familiar.
A maldição do ciúme só pode ser quebrada com a segurança do amor, o qual gera estabilidade, confiança e equilíbrio emocional e familiar.

Atitudes Práticas que Nos Ajudam a Evitar a Maldição Familiar

A tragédia de Davi e Absalão deve nos ensinar algumas lições práticas.
Só o que nos salva da tragédia familiar é a nossa conversão aos nossos filhos.
Não adianta só ter boas intenções para com os filhos; não adianta dar-lhes nomes santos; não adianta trabalhar por eles; não adianta apenas dizer: “Oh! Deus Toma conta deles!”
Porém, você tem que se converter a eles, para que a terra não seja ferida com maldição.
Eu não quero ganhar o mundo inteiro e perder meus filhos. Eu não quero ser conhecido como o grande homem de deus no Brasil, com a casa arruinada. Meu primeiro compromisso na vida é com Deus. O meu segundo compromisso na vida é com minha mulher. O meu terceiro compromisso na vida é com meus filhos, e o meu ministério “vem a reboque”.
Pais convertidos aos seus filhos investem tempo neles. Você pode ser muito ocupado, mas não deve esquecer que, entre as prioridades de sua agenda, deve abrir espaço para seus filhos; espaço para orar com eles, para jogar conversa fora com eles, para caminhar na praia com eles, para tomar um café junto com eles, para deitar numa rede e contar história para eles, para consertar um brinquedo quebrado de algum deles, para assistir a uma apresentação na escola deles, para ouvir os grandes e pequenos problemas do mundo deles.

Marcas de Pais Convertidos aos Seus Filhos

Pais convertidos aos filhos não transferem responsabilidades, nem para o melhor avô, nem para a melhor avó, nem para o filho mais velho e mais responsável, nem para o pastor mais consagrado, nem para o psicólogo mais renomado, nem para a escola mais conceituada, nem para a igreja mais ungida.
A responsabilidade pelos meus filhos, como pai que sou, é minha, é minha, é minha e é minha; e não é de mais ninguém! A responsabilidade, como pai e mãe de seus filhos, é sua, é sua, é sua e é sua! E não é de mais ninguém!
Pais convertidos a seus filhos não minimizam o poder das amarguras familiares. Não dizem: ”Isso é briga de irmãos. É desavença deles. Eles não se dão muito bem, maus um dia eles se acertarão.”
Pais convertidos a seus filhos não brincam com o ódio existente entre os filhos e não acham que isto é algo sem importância; ao contrário, levam tal situação a sério, buscando resolvê-la.
Davi era muito melhor do que eu. Mas, Amnom possuiu a Tamar, Absalão matou a Amnom; Salomão matou a Adonias e este odiava a todos. Meu Deus! Se isto pode acontecer na casa de Davi, pode acontecer na minha casa, pode acontecer na sua casa. Não brinca com isso! Pode acontecer, especialmente, onde há dinheiro. Como tenho visto, ultimamente, familiar brigando por causa de dinheiro!
Pais convertidos a seus filhos consideram, cuidadosamente, os sentimentos perniciosos, nocivos a uma relação familiar sadia e os tratam de forma amadurecida. Expelem tais sentimentos do fundo da sua alma e da alma dos filhos, em nome de Jesus, enquanto há tempo; tratam desses sentimentos; oram por eles; conversam sobre eles; choram por causa deles; investem tempo no enfrentamento e na resolução deles, enquanto ainda há tempo.
Pais convertidos a seus filhos não reagem aos filhos apenas emocionalmente. A Bíblia nos diz em II Samuel 13:39, que Davi um dia ficou cheio de ódio por Absalão. Porém, quando o ódio passou, ele não fez mais nada. Davi não demonstrou nenhum senso de justiça, nenhuma preocupação com princípios morais e divinos, nenhuma preocupação em tratar do assunto, mesmo depois de aplacado o ódio, até porque o crime e pecado haviam sido cometidos.
Filhos odeiam pais emocionais, que são apenas capazes de espancamento, da gritaria e da brutalidade, mas que não agem baseados em princípios de justiça, de verdade, de coerência e de integridade.
Pais convertidos a seus filhos não fogem dos seus pecados da juventude, antes os resolvendo na presença dos filhos. No entanto, se só o que salva a nossa família de uma tragédia é a conversão dos pais aos filhos, também só que salva os filhos da tragédia pessoal é a conversão do seu coração aos pais.

Marcas de Filhos Convertidos aos Seus Pais

Filhos convertidos aos pais entendem, pelo menos, três coisas:
• Em primeiro lugar, filhos convertidos aos pais têm consciência de que não estão fadados, predestinados a serem produto dos pecados dos pais, nem a cometerem os mesmos erros deles.
Não podem pensar que, por serem filhos de escorpião, têm que, necessária e infalivelmente, dar ferroada a vida inteira. A propósito disso, há uma história engraçada, onde um escorpião pede a um sapo que o leve nas costas, a fim de atravessar um rio. O sapo lhe responde:
- Você está louco? Se eu o levar, no meio da travessia você me pica e eu morro.
- De jeito nenhum, falou o escorpião. Se eu o picar e você morrer, morro eu também. Pois, não sei nadar.
A travessia ia muito bem. Até que num determinado momento...
- Ai! Você me picou! Agora nós vamos morrer! Por que você fez isso? Perguntou o sapo.
- Desculpe, mas não pude resistir à minha natureza, respondeu o escorpião.
Jesus veio ao mundo para arrancar-nos essa natureza de escorpião. Veio ao mundo para “desensinar” você a ferroar.
• Em segundo lugar, filhos convertidos aos pais não atribuem ao tempo a cura dos ferimentos da alma. Não ficam pensando que o tempo vai fazer com que o ódio ao pai, a Amnom, a dor pela Tamar e demais angústia vão sarar. Tratam da solução hoje. Expurgam tais sentimentos da alma hoje. Deixam o Espírito Santo desenraizar tais amarguras hoje. Permitem que o Espírito de Deus os livre de todo ódio hoje, pois hoje é o dia.
• Em terceiro lugar, filhos convertidos aos pais tomam cuidado para não caírem na teia das amarguras familiares Cuidado, você que é filho, com a cobiça que está crescendo, com as ambições que estão se desenvolvendo. Cuidado, você que é pai, com a administração e a divisão da herança. Cuidado! Cuidado, para você não cair numa teia de ódio: ódio do pai, ódio dos amigos do pai, ódio do irmão, ódio da irmã, ódio, ódio e ódio. Cuidado!

Conclusão

Estas são as maldições que devemos nos preparar para quebrar em nossos lares. Não podemos mais nos conformar com a destruição das famílias. Nossa oração é que pais e filhos possam encontrar o caminho da conversão, do perdão, da reconciliação, do diálogo, do encontro, do choro solidário e da comunhão.
Que Deus possa ajudá-lo a expurgar a amargura da alma, a expelir o prazer sádico da vingança, o masoquismo da autocomiseração. Que Deus o ajude a enxergar o valor da família, a preciosidade da relação entre um pai e um filho, entre uma mãe e uma filha. Que você possa dar valor, não apenas ao que tem dentro da sua casa, mas dar valor ao que você pode construir dentro dela.
Quando pais se converterem aos seus filhos, filhos se converterem aos seus pais, maridos se converterem a suas esposas, esposas se converterem a seus maridos, quando você deixar o ódio cair por terra e o Espírito Santo encher o seu coração de amor, de perdão e de reconciliação, a maldição estará quebrada na Terra.
Pastor Carlos Alberto Alves.